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Sexta-feira, 24 de Abril de 2026

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Queimadas no Brasil aumentam 410% em fevereiro em comparação com o ano anterior

O Brasil enfrenta um aumento alarmante de 410% nas queimadas em fevereiro de 2024, comparado ao mesmo período do ano anterior, com cerca de 950 mil hectares afetados

Queimadas no Brasil aumentam 410% em fevereiro em comparação com o ano anterior
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Seca e El Niño

O estado de Roraima, afetado por um período de seca exacerbado pelo fenômeno El Niño, contabiliza sozinho 1 milhão de hectares queimados, principalmente de vegetação campestre. Pará e Amazonas seguem com 475 mil e 136 mil hectares, respectivamente, somando 85% do total nacional.

A crise climática e a seca são apontadas como causas principais, mas o ano recorde de calor e a inatividade das operações de fiscalização do Ibama devido a paralização dos servidores do órgão, também são fatores relevantes. A ação humana, muitas vezes para abrir novas áreas de pastagem, é uma grande contribuinte para as queimadas, que ameaçam a biodiversidade e desestabilizam ecossistemas vitais como a Amazônia, que raramente queima por causas naturais devido à sua umidade.

 
 
 

 

O problema tem múltiplas causas

O aumento alarmante de queimadas nos três estados brasileiros desafia a identificação de uma causa única, embora a seca extrema de 2023, exacerbada pela crise climática, tenha sido um fator significativo. A situação é agravada pelo ano recorde de calor e os efeitos do fenômeno El Niño, além da redução das atividades de fiscalização ambiental pelo Ibama.

A Amazônia, notoriamente úmida, raramente incendeia por causas naturais, o que sugere uma predominância de fatores antrópicos nas recentes queimadas, muitas vezes para conversão de terras em pastagens. O impacto é devastador: somente em janeiro, 1,03 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo, um aumento de 248% em comparação com o ano anterior.

A preservação das florestas é mais do que uma medida ambiental; é uma estratégia crítica para mitigar as mudanças climáticas, considerando seu papel no sequestro de carbono, na regulação hídrica e na reflexão solar. Contudo, a restauração florestal já não é vista como viável, dada a magnitude dos danos. A necessidade agora é de ação política global e financiamento adequado para salvaguardar o que resta e, idealmente, reverter os danos causados.

A perda contínua de biodiversidade e serviços ecossistêmicos, juntamente com a liberação de carbono, coloca os próximos anos como decisivos para o futuro do planeta. Proteger os biomas terrestres transformou-se de uma escolha para uma imperativa urgente, essencial para a sustentabilidade ambiental e a sobrevivência das gerações futuras.

 

FONTE: Folha Vitória 

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